Rebanho

19/12/2011 – Atualizado em 31/10/2022 – 9:50am

Com objetivo de melhorar a qualidade do rebanho, a rastreabilidade chega também a ovinocultura. Alagoas é o primeiro estado brasileiro a implantar o Programa de Rastreabilidade de Ovinos permitindo que produtores e consumidores tenham acesso a dados referentes a cada animal criado. Neste mês de dezembro foi realizado no município de Piranhas a identificação dos primeiros animais que farão parte do programa. Durante uma ação com os ovinocultores locais os animais receberam brincos que possuem códigos de barras para uma identificação precisa. Por meio desses códigos é possível identificar em cada animal referências sobre local de nascimento, de criação, data de vacinação e de abate, entre outras informações. Os dados, que estarão contidos nos lotes adquiridos pelos produtores de alimentos e repassados para os produtos, poderão ser visualizados por qualquer pessoa com acesso à internet. Em outras regiões de Alagoas 200 produtores do Arranjo Produtivo Local (APL) já aderiram ao programa, cadastrando cerca de nove mil animais. De acordo com Henrique Soares, analista da Unidade de Atendimento Coletivo Agronegócios do Sebrae Alagoas, em breve o consumidor conhecerá toda a cadeia produtiva do alimento que estará consumindo. A previsão é de que em dois anos esse processo seja todo informatizado, e que, em vez de brincos, sejam colocados chips nos animais, o que permitirá uma identificação eletrônica e mais celeridade ao processo. O analista disse ainda que eles esperam identificar, até esse período, 18 mil animais em todo o Estado. O programa faz parte de uma parceria entre governo de Alagoas, por meio da Agência de Fomento Desenvolve, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Sebrae Alagoas e a Cooperativa de Agricultores Familiares de Delmiro Gouveia (Coofadel). Conforme o Zootecnista e coordenador da cadeia produtiva de ovinocaprinocultura do MT Regional, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf), Paulo de Tarso, o atual quadro do setor em Mato Grosso ainda não tem a rastreabilidade como algo a ser implantado de imediato. Contudo, a longo prazo, para um Estado que está em amplo desenvolvimento da ovinocultura, os animais daqui também serão rastreados. Isso porque novos frigoríficos estão sendo planejados e a necessidade de comercializar o produto com outros estados será uma realidade. O Programa de Desenvolvimento Regional registrou a crescente participação da carne ovina no mercado. Segundo Paulo de Tarso, nos últimos três anos a atividade teve um crescimento superior a 27%. O que significa que o cordeiro caiu no gosto popular. Dessa forma, para fomentar a produção e incentivar a comercialização de ovinos, a estratégia desenvolvida para alavancar e fortalecer a cadeia produtiva da ovino-caprinocultura é de trabalhar em equipe, por meio de parcerias com as cooperativas Coopernova, Cooperagrepa, Cooperguarantã, Cooperuni, empresas âncoras e Consórcios Intermunicipais de Desenvolvimento Econômico e Social.