carne

16/07/2012 – Atualizado em 31/10/2022 – 8:43am

De acordo com as certificações do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa), no quinto mês do ano a Argentina exportou um volume de carne similar ao do mês de abril (sem corrigir pela grande diferença de dias úteis que existiu entre ambos os períodos). Em abril, foram exportadas 9.900 toneladas peso produto e, em maio, foram exportadas 9.874 toneladas peso produto, segundo um informe da Câmara da Indústria e Comércio de Carnes (CICCRA).

Com esses dados, em janeiro-maio de 2012, as exportações de carne bovina totalizaram 52.377 toneladas peso produto e, pelo terceiro ano consecutivo, foram menores às registradas no mesmo período do ano anterior. Dessa vez, a queda foi de 23,2% anual (nos mesmos períodos de 2010 e 2011, as baixas foram de 38,6% e 21,7%, respectivamente).

Com relação à carne congelada e fresca não Hilton, nos primeiros cinco meses do ano, foram exportadas 38.897 toneladas, 20,4% a menos que no ano anterior. Desse modo, a participação desses cortes nas exportações totais caiu de 42,5% para 40,4% entre os dois períodos considerados.

As exportações de cortes congelados e frescos não Hilton foram fundamentalmente ao Chile (28%), Israel (25,2%) e Rússia (19,7%), que foram seguidos de longe por Brasil e Alemanha (7,6% e 6,9%, respectivamente). Porém, em termos interanuais, somente cresceram as exportações ao Chile (46,9%) e ao Brasil (7,7%). Entre as quedas, destacam-se os envios a Israel (-21,4% anual), Alemanha (-33,6% anual) e Rússia (-16,7% anual).

As exportações de cortes Hilton totalizaram 9.924 toneladas nos primeiros cinco meses do ano e, desde julho de 2011, foram exportadas apenas 16.561 toneladas, o que mostra uma clara subutilização da cota outorgada pela União Europeia (UE), embora ainda faltem os dados de junho. As estatísticas do Senasa mostram que nos últimos cinco ciclos (julho-junho), a cota não foi cumprida de forma significativa, enquanto que nos ciclos de 2005-2006 e 2006-2007 os embarques ficaram levemente abaixo da cota outorgada de 28.000 toneladas.

Os embarques de carnes processadas alcançaram um nível de 3.556 toneladas nos primeiros cinco meses do ano. Em termos anuais, caíram em 53,4% e sua participação no total caiu em 3 pontos percentuais, para 3,7%. Em um contexto de forte retração das exportações desses cortes, a Grã-Bretanha e a Holanda foram os principais compradores.

No que se refere às exportações de miúdos e vísceras, em janeiro a maio de 2012, foram de 43.936 toneladas. Com relação ao mesmo período do ano anterior, baixaram em 4,9% e, com relação ao mesmo período de 2009, caíram em 30,1%. Porém, foram os únicos produtos que ganharam participação relativa, passando de 40,4% para 45,6% do total. Rússia e Hong Kong foram os principais destinos, com participações de 30,2% e de 29,9%, respectivamente. Rússia comprou 13.272 toneladas e Hong Kong, 13.135 toneladas. Em termos interanuais, a Rússia adquiriu um volume 21,6% superior ao do ano anterior, enquanto Hong Kong reduziu suas compras em 12,6%.

O valor das exportações de carne bovina totalizou US$ 436,9 milhões em janeiro a maio de 2012. Em termos interanuais, registraram uma contração de 19,3%. O faturamento pelas vendas de miúdos e vísceras subiu para US$ 98,15 milhões e foi 3,2% superior ao do ano anterior.

O valor das exportações de cortes congelados e frescos não Hilton caiu 18,4% com relação ao ano anterior, enquanto o faturamento por cortes Hilton caiu 11,4% interanual e, pelas carnes processadas, caiu 61,1%. Vale destacar que, nesse último caso, a queda do valor exportado se explicou tanto por menores volumes como por um menor preço médio com relação a janeiro-maio de 2011 (-16,6% anual).

Nos primeiros cinco meses do ano, o preço médio das exportações totais ficou em US$ 5.555 por tonelada, 0,2% a menos que no mesmo período do ano anterior. No caso da carne bovina, o preço médio ficou em US$ 8.341 por tonelada e a alta acumulada foi de 5% interanual. No caso dos miúdos e vísceras, o valor ficou em US$ 2.234 por tonelada e a melhora acumulada caiu a 8,5% interanual.

A reportagem é do Infocampo, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.